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Instabilidade em Servidores NF-e

Instabilidade em Servidores NF-e

Na última reunião do ENCAT com participação do Álvaro Antônio S. Bahia, Coordenador Técnico do ENCAT – Líder Nacional Sistema NF-e e com os players de NF-e em BH, final de junho/13, o qual a Benefix é associada e possui um responsável na divisão de NF-e como suplente no grupo, durante a reunião, técnicos da SEFAZ/MG informaram que vinham experimentando problemas em um de seus 7 servidores dedicados a autorizar notas eletrônicas, gerando uma série de transtornos.

Quando um cliente consulta disponibilidade de serviços o portal nacional e informa que está tudo ‘ok’, a consulta é realizada no serviço e com o balanceamento de carga, ao ocorrer uma resposta, tem-se a impressão que está tudo ‘ok’, mas na verdade, clientes conectando ao servidor instável experimentavam problemas. Outra comparação típica, é que o concorrente está emitindo sem problemas, e que somente na empresa dele ocorrem os problemas.

Fatos como estes, dificultam o diagnóstico e para os clientes, têm-se a impressão de que o problema é no sistema emissor, quando na realidade, ocorre na Secretaria. Lembro quando discutimos junto ao ENCAT que problemas de conexão deveriam ser monitorados nos servidores, pois em várias UF foram identificados os problemas de encaminhar um XML, a SEFAZ receber e processar posteriormente, sem retornar um protocolo, ou seja, recebe, mas não responde. Ao encaminhar um novo documento, o emissor recebia uma rejeição por duplicidade, se for o mesmo documento.

Problemas de recebimento deveriam ser monitorados nas conexões nos servidores, já que os Sockets podem retornar códigos específicos e permite contornar vários dos problemas e, em alguns casos, poderia simplesmente descartar o documento, já que não foi concluída a conexão TCP. Isto é factível, já que identificamos tais condições, mas as secretarias não fazem e não farão tal tipo de controle, pois é mais fácil deixar o documento em condição “NF-e pendente de retorno” e obrigar aos clientes monitorarem estas condições de erro, do que capacitar o sistema e evitar maiores transtornos.

A monitoração de conexões permite gerar alerta de eventuais erros, mas muitas vezes, são usados ambientes com plataformas de desenvolvimento, dificultando tais controles (ou não se sabe como controlar) e com milhares de documentos sendo processados em curtos períodos de tempo, é uma tarefa difícil, mas factível. Ou seja, se tivéssemos uma monitoração efetiva nos servidores, poderiam ser identificados sistemas clientes que consultam WS segundo-após-segundo, que acabam com recursos dos clientes e dos servidores, bem como monitorar efetivamente o funcionamento da aplicação e dos servidores.

O resultado é o custo agregado que é gerado pelos provedores de soluções fiscais eletrônicas na monitoração e que possuem tecnologia com ‘janelamento’ de acordo com o tempo de resposta das secretarias, tal como no TCP, otimizando recursos e links, mas em soluções empacotadas (DLL) e muitas das gratuitas geradas pela comunidade, bem como as soluções com preços irrisórios, é praticamente impossível ter melhorias técnicas e controles refinados, o erro e problemas ficam com os clientes. O velho ditato: “o barato sai caro”, mas muitas empresas buscam preços e nem conseguem ver ou acompanhar o custo de não conformidade gerda pela solução adquirida.

Infelizmente a escassez de recursos e investimentos ocorrem nas duas pontas, nas empresas emissoras. Um ditado ouvido em muitas multinacionais: “economia do barbante e gasto no whisky, quando se atingem as metas, vendo as próximas, começam”, bem como nas Secretarias, e olha que vem por aí o varejo…. Estas são as opiniões do editor e responsável pela divisão de NF-e da Benefix Sistemas.

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